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Neste post você vai descobrir que os escândalos nos jogos olímpicos não são invento moderno. Já os gregos praticavam aquelas mutretas básicas que, não porque não sejam “highthech”, deixam de ser mutretas. Conheças as histórias que terminaram em escândalos nos jogos olímpicos.

Esse da foto principal do post é Andreas Krieger. Ele segura a foto de uma mulher chamada Heidi Krieger que foi campeã de lançamento de bala e medalha de ouro em campeonatos europeus. Heidi não é a irmã e nem a esposa dele… são a mesma pessoa! O uso excessivo de esteroides alterou de tal forma seu corpo que Heidi decidiu se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo. A história é tão chocante que virou até filme.

Mesmo impactante, a história de Heidi é mais um capítulo no longo caminho das olimpíadas desde a antiga Grécia até hoje, onde ganhar se tornou algo muito mais importante do que a própria vida.

Um problema muito antigo, os escândalos nos jogos olímpicos

Os gregos já tinham que lidar com malandros que queriam ganhar a qualquer custo. A glória e a fama que os ganhadores das provas conseguiam era tal que os atletas arriscavam até cair sob a ira dos deuses. Como já falei em outro post, os jogos eram para homenagear a Zeus, trapacear nos “seus” jogos era uma grande ofensa, Zeus podia te castigar ou te enviar um dos seus famosos raios.

O moderno juramento olímpico que os atletas fazem antes dos jogos toma como modelo um outro que os gregos faziam 3000 anos atrás. Na época os atletas não tinham bandeiras nacionais nas mãos e sim a carne de um animal sacrificado. O juramento era realizado perante uma estátua de Zeus com raios nas mãos, era um aviso do que podia acontecer com aqueles que quebrassem o juramento. Para alguns naquela época (como hoje), esse juramento tinha pouco valor.

Doping e trapaças eram comuns na antiga Grécia

Os gregos não tinham controle de substancias proibidas, mas já sabiam muito bem que algumas bebidas podiam influenciar o desempenho do atleta. Bebidas com cafeína, brandi e até a carne de certos animais exóticos era usada como forma de aumentar a capacidade física dos competidores.

Além de fármacos, os gregos faziam algumas outras coisas. Por exemplo, os pugilistas passavam talco e até azeite no corpo para dificultar ser agarrado pelo oponente.

Conheça a história dos jogos olímpicos!

Casos de corrupção aconteciam e eram severamente castigados. O caso do boxeador Eufolio de Tesalia ficou famoso. Aconteceu em 388 AC, Eufolio pagou a três dos seus rivais para que o deixassem ganhar. O interessante era o castigo, uma multa era aplicada. Com o valor da multa era confeccionada uma estátua de Zeus que depois era instalada no caminho de acesso a Olímpia. Só que não era só isso, os gregos não deixavam barato assim, eles colocavam na base da estátua o nome do malandro.

No caso do Eufolio a multa foi tão grande que deu para fazer 6 estátuas de bronze. Depois desse caso muitas outras estátuas foram adicionadas. Foram os primeiros casos de escândalos nos jogos olímpicos da historia.

Primeiro caso de doping dos jogos modernos

Na historia moderna demorou um tempo para aparecerem os primeiros casos comprovados. O primeiro aconteceu nos jogos do México em 1968. O sueco Hans-Grunner Lijenwall tinha tomado umas cervejas para acalmar os nervos, ele competia em pentatlo.

Mas é provável que até 1968 tenham sido usadas todo tipo de substâncias ilegais por parte dos atletas sem controle nenhum. Já os soldados alemães usavam drogas durante a segunda guerra para aumentar o estado de alerta e a resistência física. Esse conhecimento deve ter sido usado nos jogos olímpicos nas décadas que se seguiram.

Os atalhos para chegar ao ouro

Hoje em dia os casos mais comuns se referem a fármacos como a darbepoetina, diuréticos, hormônios e esteroides. Na historia moderna alguns atletas decidiram entrar por esse curto caminho do doping e caíram em desgraça, alias, times inteiros de países também caíram em desgraça, como o caso da Alemanha Oriental na década de 70. Hoje em dia ainda existem esses problemas, como aconteceu com o time da Rússia.

Já no campo das malandragens, assim como na Grécia antiga, também existem na era moderna. É o caso do Fred Lorz, corredor de maratona que enquanto comemorava a vitoria se soube que 18 dos 42 quilômetros do percurso ele tinha feito de carro! Isso aconteceu nos jogos de Saint Lois nos Estados Unidos em 1904.

Mais recentemente, nas olimpíadas de 1984 em Los Angeles, a atleta de Porto Rico, Madeline de Jesus, após se machucar numa prova de salto, convenceu a sua irmã gémea de correr por ela na prova de 4×400. A irmã, Margaret, também era atleta. A mutreta funcionou e o time passou para a seguinte fase. O inusitado aconteceu mais tarde, o técnico do time percebeu o que tinha acontecido e achou melhor retirar o time da final.

A tecnologia ao serviço da malandragem

Um caso bem curioso de uso de tecnologia para ganhar o ouro aconteceu nos jogos olímpicos de 1976. O esgrimista soviético Boris Onischenko ia ganhando facilmente. Durante um pequeno intervalo o marcador de pontos marcou um ponto para o soviético. Teria passado batido se não fosse que seu oponente, o britânico Jim Fox, percebeu que havia algo estranho e fez a denuncia aos juízes. Após revisar a ponta do florete do russo, os juízes descobriram um pequeno aparelho que ativado usando um botão alterava o marcador de pontos.

Outro caso acontecido recentemente, porém fora dos jogos olímpicos, foi o dos ciclistas que usavam um motor escondido dentro do quadro da bicicleta para ajudar a pedalar!

Devolução de medalha

Quando o COI descobre que a medalha foi ganha usando algum método ilícito exige a devolução da medalha como primeiro passo, logo suspensão e dependendo da falta pode até dar cadeia! A devolução pode ser imediata ou pode acontecer anos depois da olimpíada.

Um exemplo é o caso dos russos que este ano (2016) perderam as medalhas que haviam ganhado em 2008 e 2013. O COI inclusive guarda amostras dos atletas por anos congeladas, caso a tecnologia no futuro permita definir se houve ou não uso de alguma droga ilícita e que no momento não possa ser detectada.

Mas quando se trata de estatísticas, são os halterofilistas masculinos os que tem o maior número de medalhas devolvidas, são até hoje mais de 15. A maior parte de atletas do antigo bloco comunista como a Bulgária.

Teve um caso de uma estado-unidense, Marion Jones, que em Sidney 2000 ganhou 5 medalhas, 3 de ouro e 2 de bronze. Foi acusada de usar esteroides, porém Jones negou sempre, até quem em 2007 admitiu que tinha mentido. Foi condenada por um delito federal nos Estados Unidos, passou 6 meses em prisão e teve que devolver as 5 medalhas.

Por último, um caso que na época ficou famoso, foi o do canadense Ben Johnson, quem em Seul 1988 destruiu nos 100 metros e ainda conseguiu recorde mundial. No dia seguinte deu positivo de estanozolol, um esteroide. A medalha então foi para o Carl Lewis de Estados Unidos.

Entre os maiores escândalos nos jogos olímpicos a Alemanha Oriental é medalha de ouro!

A Alemanha Oriental ganhou uma quantidade formidável de medalhas a partir dos anos 70. Sempre se suspeitou que havia algo estranho nisso. Somente com a queda do muro de Berlin em 1989 é que surgiram os documentos que mostravam até que ponto funcionava a dopagem sistemática dos atletas da ex RDA.

A RDA tinha um programa especial que era administrado por médicos e pela própria Stasi (polícia secreta alemã). Os técnicos das equipes olímpicas recebiam frascos com o que supostamente eram vitaminas e que na verdade eram cápsulas com altas concentrações de esteroides. Supostamente os atletas ignoravam o que estavam tomando.

As jovens meninas eram as principais vítimas, e como no caso de Krieger, causaram danos irreparáveis, malformações, câncer e em alguns casos a morte, fora os efeitos secundários sexuais por conta das grandes concentrações de esteroides e testosterona.

O governo alemão acabou pagando indenização a mais de 200 atletas da ex RDA. Médicos e o pessoal envolvido na operação receberam condenas em prisão. E assim ficou para atrás um dos capítulos mais sombrios da historia dos escândalos nos jogos olímpicos.

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Fonte: Los escándalos históricos de los Juegos Olímpicos desde la antigua Grecia a la actualidad | CNNEspañol.com

Conheça as histórias que terminaram em escândalos nos jogos olímpicos

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