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Na historia dos desastres naturais, a erupção do monte Vesubio no ano 79 DC ficou gravada na memoria da humanidade. Pompeia, Herculano e milhares de pessoas morreram em 24 horas de terror.

Tirando a destruição de Pompeia, talvez a memoria do Tsunami da Indonésia ou a erupção do Krakatoa no século 19 são lembrados de igual maneira. O que mais apavora ao homem é o fato de que foram desastres naturais repentinos e de destruição muito massiva. Em alguns casos, como em Pompeia, houve sinais, mas ninguém pensava que teria tamanha escala.

Aquele dia do ano 79, provavelmente era 25 de novembro, ninguém imaginava o que ia acontecer. A população de Pompeia estava acostumada com tremores e eventuais nuvens de fumaça emitidas pelo imponente vulcão. De fato durante a década anterior os tremores foram uma constante.

O pior precedente tinha sido no ano 62 e tinha destruído uma parte da cidade. Foi um tremor que hoje se calcula que tenha sido um 6 na escala Richter. Por aquela época muitos cidadãos se mudaram para outras partes do gigantesco império romano.

Para o ano 79, mais de uma década depois, Pompeia ainda estava se recuperando daquele tremor.

Pompeia

A cidade era próspera. Tinha 20 mil habitantes na época da erupção e uma vida social e econômica muito ativa. Desde a sua fundação no século 6 AC, Pompeia tinha tido certa importância pela sua posição estratégica e o seu porto seguro.

Gregos, Etruscos, Fenícios e Romanos se disputaram aquela terra fértil e de clima agradável. Este ultimo fator era a razão pela qual Pompeia tinha vilas de cidadãos ricos de Roma, chegou até a receber imperadores.

O monte Vesubio tinha sido uma constante na vida de Pompeia desde a sua fundação, de fato estudos posteriores mostraram que existem várias camadas de cinza e detritos de origem vulcânica. Os sucessivos habitantes da cidade foram construindo e reconstruindo em camadas. Uma rua existe encima da outra.

O imponente vulcão era ao mesmo tempo a maior beleza e o maior perigo da cidade.

A catástrofe

Mas essa historia de amor e ódio terminou no ano 79 DC. Aquele dia Pompeia acordou e se deparou com toda a fúria do vulcão, tão impressionante que não se tinha memoria de algo parecido e nada igual aconteceria de novo por quase 2 mil anos.

Uma série de explosões catastróficas lançou fumaça, cinzas e rochas tão alto quanto 30 quilômetros de altura, derramando rocha derretida a um ritmo de 1.5 milhões de toneladas por segundo! A nuvem foi vista a quilômetros de distância, inclusive desde Roma.

Como resultado se calcula que o Vesubio soltou mais de 100 mil vezes mais energia termal que a bomba de Hiroshima. Mais de 16 mil pessoas morreram obliteradas pela chuva piroclástica, o calor intenso de mais de 250 graus e os gases tóxicos.

As pessoas tentaram se esconder nas construções mais fortes da cidade, mas toda Pompeia ficaria soterrada entre 6 e 20 metros de detritos vulcânicos. Conta-se que o almirante Plínio “O velho” tentou levar navios e resgatar as pessoas de Pompeia, mas morrera no meio à essa tarefa. A historia conta que saiu de um dos prédios das docas do porto (que eram construções de concreto) com um travesseiro amarrado nas costas para se proteger da chuva de pedras, mas morrera metros depois quando uma nuvem tóxica o envolveu.

O certo é que correr daquilo era impossível e as pessoas não tiveram chance. A nuvem de detritos, cinzas e fumaça tóxica se movimentava a mais de 100 quilômetros por hora.

O jardim dos fugitivos

Quando tudo acabou tanto Pompeia como Herculano nunca mais foram reconstruídas. As camadas de rocha e cinzas mantiveram a cidade e os seus mortos conservados nas suas entranhas.

O primeiro sinal delas foi encontrado por uns trabalhadores no século 17, mas as ruínas foram cobertas novamente. Aparentemente o que fora descoberto na ocasião foram os murais eróticos de uma casa romana.

Só no século 19 se fez novamente a descoberta, desta vez realizando um trabalho sério e científico que mostrou por primeira vez e de forma única como era a vida no império romano.

Num dos tantos cantos de Pompeia Giuseppe Fiorelli descobriu alguns espaços vazios quando escavavam. Foi Fiorelli quem teve a ideia de introduzir geso nas cavidades. O resultado foi tão chocante quanto surpreendente. Ao todo treze figuras de adultos e crianças foram reveladas.

A posição das figuras mostram o exato momento final dessas pessoas. Uma mistura de desespero e resignação em cada um deles.

O lugar onde foram encontrados os “fugitivos” era um orquidário, foi ali que essas pessoas buscaram um ultimo refugio.

Fonte: Garden of the Fugitives: Fossilized Victims of the Vesuvius Eruption | Amusing Planet

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O jardim dos fugitivos de Pompeia é a memoria de uma tragédia

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