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O SR-71 Blackbird não é somente o avião mais rápido do mundo e da história, é também uma peça de engenharia única em seu tipo saída das necessidades da guerra fria la no início dos anos 60 e antes dos satélites espiões serem possíveis.

A NASA divulgou recentemente fotos de um SR-71 Blackbird que eles usam atualmente para realizar experimentos. Já tinha falado aqui sobre um outro avião que a NASA usa com o mesmo propósito, o Tupolev Tu-144, o Concorde russo. Estes aviões que há décadas já não tinham mais utilidade são usados hoje pela agencia americana.

Desenvolvido durante a guerra fria nos anos 60 o SR-71 Blackbird foi desenhado para ser o sucessor do avião de reconhecimento (eufemismo para espião) U-2. O Blackbird perdeu utilidade quando os russos desenvolveram formas de interceptar-lo além do avanço no desenvolvimento de satélites cada vez mais precisos e avançados, fazendo do reconhecimento do território inimigo algo muito menos arriscado.

Tupolev Tu-144, o Concorde russo!

Foram construídas 32 unidades das quais apenas 4 ainda estavam em operação no início dos anos 90, 2 com a NASA e 2 com a força aérea. Retirado do serviço ativo em 1999, o SR-71 Blackbird ainda trabalha para a NASA no teste de novas tecnologias de propulsão.

Historia e curiosidades

O SR-71 Blackbird é um verdadeiro fora de série em todo sentido. Saído da ciência ficção, tem um desenho moderno até hoje para ser um avião da década de 50. Suas linhas são a solução que os engenheiros da época encontraram para driblar os grandes problemas dos voos a grandes velocidades. Ou seja, não queriam que fosse bonito, o seu desenho é uma solução de engenharia em si mesmo.

Com seus 3540 km/h o SR-71 é o avião que leva a resistência humana e de materiais aos limites. É tanta a fricção do ar a essas velocidades que teve que ser utilizado titânio no material. Na hora do pouso o vidro da cabine chega aos 300 graus Celsius.

O problema do aquecimento era tão sério que gerava inclusive dilatação bastante extrema no material. Assim o SR-71 era um avião “maior” voando do que em terra o que criava ainda mais um problema. As placas das asas onde o combustível estava também dilatavam em voo, quando o SR-71 Blackbird pousava a contração do material criava fendas por onde o combustível restante escorria. Não que fosse um grande problema de segurança já que o combustível especial J8 era bem mais “frio” e por tanto muito mais difícil de pegar fogo.

Alias, o combustível é também curioso já que como era “frio” (estilo álcool que é frio ao contato com a mão por exemplo) era usado para refrigerar a fuselagem do avião. Mediante um sistema de bombas o combustível era circulado pelas asas para resfria-lo. Solução similar tinha sido usada na V2 do Hitler onde era injetado etanol no cone do propulsor do foguete para o mesmo fim.

Parece meio gambiarra mas pode crer que o conhecimento envolvido para criar o SR-71 na época NÃO EXISTIA. Tudo teve que ser feito do zero resolvendo problemas que não tinham solução. O resultado é um avião que quase 60 anos depois não foi ultrapassado ainda.

Futuro do SR-71

A Lockheed pretende lançar o sucessor do SR-71, o SR-72, em breve, mas não falou absolutamente nada diretamente relacionado ao projeto até agora. Rob Weiss, o VP da empresa, se limitou a dizer que uma nova tecnologia já foi desenvolvida em conjunto com a DARPA.

Rumores apontam que o novo avião poderá alcançar a velocidade de 4.800 km/h, sendo usado para situações que necessitam de uma resposta de emergência.

sr-71

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SR-71

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Fonte: NASA divulga novos vídeos do avião mais rápido do mundo – TecMundo

Visão Otimista: a Gol está usando tecnologia do SR-71 em seus aviões

SR-71 Blackbird usado pela NASA atualmente é avião mais rápido do mundo

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