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Este farol da foto principal fica na Bretanha, região do norte da França, e é batido por ondas enormes durante as tempestades. Esta série de fotos retrata dois faróis que se encontram no mar a mais de 300 metros da costa e que por mais de 100 anos tem guiado os navios desviando-os das perigosas rochas do norte da França.

O farol da foto que esta sendo engolido por uma onda de 30 metros de altura, na época era habitado. Pensa você sendo o cara da manutenção ali e as ondas fazendo tremer toda a estrutura? Não é fácil. O mar nessa parte do globo é normalmente agitado e com fortes correntezas. Mas durante as tempestades a coisa fica tensa. Só para ter uma ideia, 1/3 de todos os faróis da França estão nesse local.

Hoje em dia todos os faróis são automáticos, mas na época, começo dos anos 90, precisavam de alguém para manter tudo funcionando. Esse alguém era sempre retirado do farol quando aconteciam tempestades, porém as vezes não dava tempo.

A historia das fotos é interessante porque retrata justamente um desses dias em que “o cara” não pode ser tirado de lá. Aquele dia uma tempestade vinda desde a Irlanda gerou ondas de entre 20 e 30 metros de altura. Uma destas ondas destruiu a porta do farol e a água que começou a entrar levou os moveis todos.

Théodore Malgorn cuidava do farol aquele dia. Em vista da situação ele se refugiu no quarto mais alto do farol esperando pelo resgate. Enquanto isto acontecia o fotógrafo Jean Guichard alugava um helicóptero para registrar a tempestade desde o ar.

Mesmo com os fortes ventos e a tempestade rugindo, Guichard conseguiu voar até o farol de Malgorn que se encontra construído sobre uma rocha chamada La Jument para tirar fotos das ondas rompendo contra o farol. Naquele instante Malgorn viu o helicóptero chegando e achou que seria o resgate, então decidiu descer até a entrada para poder ser resgatado.

Quando Malgorn abriu a porta uma enorme onda rompeu contra o farol e Guichard registrou o momento desta forma nesta sequencia:

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Impressionante! Malgorn se deu conta que a onda estava rompendo. Rapidamente correu para dentro do farol e fechou a porta salvando a sua vida.

As outras fotos correspondem ao farol de Phare de Kéréon que não fica muito longe do primeiro. Este farol é chamado de “O palácio” porque esta ricamente decorado com madeiras finas trazidas da Hungria.

A razão de tanto dinheiro queimado nesse farol é que foi financiado em parte por uma mulher chamada Madame Jules Baudy que era descendente de Charles-Marie Le Dall de Kéréon. Kéréon foi um oficial da marinha guilhotinado durante a revolução francesa.

O dinheiro então sobrou. Com o restante construíram o rico salão do quinto andar chamado de “sala de honra” que você pode ver nas fotos. Nada mal né? E um ótimo lugar para sobreviver um apocalipse zombie :-)

Hoje ninguém mora lá mais porque o farol funciona com baterias recarregáveis com energia eólica de forma totalmente automática.

Só uma curiosidade. Na época da União Soviética os russos construíram uma série de faróis no mar ártico. Como estes faróis ficam totalmente isolados da civilização e alguns deles a mais de 1000 quilômetros de qualquer ponto habitado, precisavam funcionar de forma automática por anos. A solução dos russos? Fazer eles funcionar com pequenos reatores nucleares! Deixo um link para você ver essa loucura, você pode ver as fotos destes faróis nucleares hoje abandonados clicando aqui.

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Eu morava ali fácil… com uma boa conexão a internet claro!

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Fonte: The Wave Swept Lighthouses of Brittany, France | Amusing Planet

Veja como era a vida num farol em plena tempestade

stark


We have a Hulk ;-)


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