As gravuras de Tassili N’Ajjer, Ovnis e Aliens e mais de 12 mil anos de historia

Aqui no Instigatorium gostamos de contar historias e curiosidades, pois bem, as gravuras de Tassili N’Ajjer no meio do deserto do Sahara contam mais de 10 mil anos de historia. Gravuras e pinturas algumas bizarras e com nebulosa interpretação que já foram associadas até com ovnis e aliens.

Hoje o planalto de Tassili fica no meio do nada, para achar um ser humano tem que andar dias e ainda assim pode ser que você somente encontre areia e miragens. Uma paisagem lunar onde apenas alguns matos e animais menores ainda sobrevivem nesse clima. Todo esse panorama contrasta de forma incrível com as gravuras e pinturas que mostram um lugar cheio de vida e com animais, muitos animais de todos os tipos, hipopótamos, girafas, elefantes, bisontes, o que quiser, todos eles já moraram nessa área morta que hoje é o Sahara.

Milhares de anos de mudanças climáticas e erosão criaram uma paisagem estonteante. Em Tassili existem mais de 300 arcos de rocha que são esculturas tão bonitas, como só a mãe natura pode fazer.

Mas o importante em Tassili são as gravuras e pinturas rupestres. Mais de 15 mil delas representam 10 mil anos de presença humana e mudanças climáticas. Em Tassili está registrada uma boa parte da evolução e adaptação humanas. Constitui uma biblioteca, um acervo histórico incomparável.

As gravuras mais antigas mostram uma fauna composta de animais grandes, elefantes, girafas, búfalos, etc, e são de 10 mil anos antes de cristo. O interessante é como as gravuras vão mudando com o avanço da historia, e conforme o Sahara ia deixando de ser verde e fértil aparecem humanos representados com cabeças redondas e de forma bizarra até. É aqui que esta história se mistura com mitos e lendas de ovnis e aliens segundo von Daniken. A verdade é provavelmente algo muito mais humano. Muitas pinturas desta época representam também um certo tipo de cogumelo. Historiadores acreditam que o consumo deste cogumelo foi central nas crenças desta gente e foi o que acabou criando estas pinturas “diferentes”, falando claro, foram produto das “dorgas”, sorry Daniken!

Pouco depois destas gravuras aparecem outras de animais domesticados. Veja como isto é interessante porque marca um período evolutivo. Chamado de período pastoral, mostra figuras humanas de maior porte e é uma evidência de que o homem se sentia maior que a própria natureza se contrastado com as primeiras gravuras onde figuras humanas ficavam pequenas em relação a fauna composta de animais grandes. Animais selvagens foram substituídos por gado e animais domésticos, talvez porque para esta época já não existiam mais à causa da mudanças climática.

Já nas gravuras mais recentes aparecem cavalos e homens andando em carroças tiradas por cavalos. Os cientistas acham que são representações simbólicas já que o terreno não favorece esse tipo de transporte com rodas. Seja como for, mostra outro passo em direção a civilização por parte destes humanos.

A medida que o clima do Sahara ia ficando parecido com o clima atual, cavalos desapareceram das pinturas e deram espaço a camelos.

Depois deste período os humanos que ali viviam migraram e abandonaram o planalto de Tissili. Perto do século I AC a historia deixou de ser registrada nessa gigantesca biblioteca a céu aberto. A mãe natura tinha ditado as regras do jogo durante milênios, a pesar dos humanos ter se adaptado gradualmente, a mãe natura acabou por expulsar todos eles do seu domínio. Hoje apenas rochas e areia são os testemunhos de um mundo que já não existe mais.

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Fonte: The Prehistoric Rock Art of Tassili N’Ajjer, Algeria | Amusing Planet

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