Conheça a incrível historia do mendigo que casou com uma nobre sueca

Dia dos namorados. Não aqui, lá no norte. Mas o interessante nestas datas são as historias. Quanto mais incrível melhor. Como neste caso do mendigo indiano que casou com uma nobre sueca, não sem antes passar por um sem fim de dificuldades. Vamos mergulhar nesta incrível historia de amor que nos leva numa viagem que passa até pelas raízes mesmas do ódio e do preconceito.

Vamos começar esta historia pelo Mahanandia. Ele era um Dalit, um intocável. Na Índia isso quer dizer que ele não pertence a nenhuma das quatro castas principais do país.

Purusha é o Deus que deu forma e vida aos seres humanos. Purusha decidiu que criaria os seres humanos usando como base diferentes partes do próprio corpo. Alguém (humano ignorante provavelmente) decidiu que desta crença se desprende que existe uma hierarquia dentro destas castas criadas por Purusha dependendo da parte do corpo que foi usada para criar aquela casta. Convenhamos, não é o mesmo descender de um braço de Purusha do que da sua parte traseira 😉

De qualquer maneira, Mahanandia era um Dalit, um intocável. Tão menosprezado que tem gente que nem sequer quer ser tocado pela sombra de um Dalit. Os Dalits sofriam perseguição e eram (são até hoje) assassinados pelo só motivo de serem Dalits. As mulheres desta casta são comummente estupradas sem qualquer consequência para o agressor. Nesse nível é a coisa. E se você acha exagero veja a historia da Phoolan Devi.

No caso do Mahanandia, ele era rejeitado por seus colegas da escola e obrigado a sentar-se do lado de fora para poder ter aulas. Ele diria depois, “eu era menos do que um cachorro e muito menos do que uma vaca”. Ele lembra com lágrimas no olhos como ao chegar perto de um templo foi apedrejado pelas pessoas.

Um dia lhe permitiram sentar no fundo do salão na escola porém não podia tocar em ninguém. Isso aconteceu porque a escola receberia a visita do inspetor que era britânico…

Neste contexto, as possibilidades que Mahanandia podia ter na vida se reduziam a ser artista de rua na cidade, camponês pobre e sem terra ou coisa pior. Mahanandia gostava de desenhar e por isso ainda que sendo estudante virou artista de rua. Ele dormia em terminais de ônibus ou mesmo em orelhões cobertos.

Agora Charlotte era uma estudante sueca que sempre foi apaixonada pela Índia. Charlotte era descendente de nobres suecos da família Von Schedvin, ela em comparação com Mahanandia vivia em outro planeta.

Charlotte finalmente fez uma viagem para a Índia em 1975 seguindo a rota Hippie. Na época eram muito comuns estas viagens. Quando estava em Nova Delhi, passou por uma praça aonde viu um artista, era Mahanandia. Ela pediu para ele realizar um desenho do rosto dela. Pronto. Entre uma conversa e outra que envolvia uma louca historia relacionada com uma profecia que lhe fizeram a Mahananda aos nove anos de idade, os dois se apaixonaram.

Mahananda viu naquilo o destino. Ela mal podia acreditar o que estava acontecendo. Ele até levou Charlotte para receber a benção do pai dele. Ela diria depois que seguiu seu coração 100% porque aquilo não tinha lógica alguma.

Passaram um inesquecível mês juntos e ela teve que voltar. Charlotte e Mahanandia continuaram a conversar por carta e um dia ele vendeu tudo o que tinha, juntou 80 dólares e partiu para a Suécia em bicicleta. Eram os anos 70, e nessa época o Mahanandia podia trabalhar até o fim dos tempos que não conseguiria juntar a grana para a passagem de ida.

Mahananda demorou 4 meses atravessando os desertos do Paquistão, Afeganistão e Irã. Atravessou até a Turquia, o que na época não era nada fácil e chegou na Suécia depois de pedalar 3600 quilômetros. Ao longo do caminho ele passou a noite em tendas beduínas, albergues ou até mesmo embaixo das estrelas.

Depois que chegou na Suécia, aquele exótico personagem causou uma grande impressão e as pessoas achavam que não passaria de um amor de verão.

Porém Charlotte Von Schedvin e PK Mahanandia se casaram logo que ele chegou na Suécia, tem dois filhos e seguem casados até hoje, 40 anos depois.

A historia deles é realmente uma boa historia de dia dos namorados…

Aqui com o retrato da cosmonauta soviética Valentina Tereshkova. Tem um post sobre ela aqui no blog

Vice-presidente da Índia B.D. Jatti

Na época não existia Zap-Zap fio, era tudo na base da carta

Fonte: El “intocable” que viajó en bicicleta desde India hasta Suecia… por amor | CNNEspañol.com

stark

We have a Hulk ;-)

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