Médicos italianos salvaram judeus inventando uma doença falsa


De historias e curiosidades a segunda guerra mundial esta repleta. Gosto de contar essas historias para lembrar de tempos em tempos que a guerra é um assunto serio e para nada glorioso. Em Roma em 1943 estavam cientes disso. Um grupo de médicos italianos decidiu não se omitir e salvaram judeus inventando uma doença falsa. Alguns tem coragem para isso enquanto outros só olharam para outro lado.

Esta é a historia dos médicos italianos que salvaram judeus inventando uma doença falsa extremamente contagiosa chamada de síndrome K.

Por aqui neste blog já contei a historia de uma brasileira que salvou muitas famílias judias ajudando-as a escapar da Alemanha dando a ela passaportes brasileiros. Dentro da historia e heróis ignorados do Brasil, esta senhora arriscou sua vida e ate chegou a ser pressa pelos nazis. Você pode ler a historia dela clicando aqui.

Meu ponto é, existem tantas e tantas historias de valor, de coragem, de pessoas comuns como você ou eu. Estes médicos italianos, como a dona Aracy, decidiram que tinham que fazer alguma coisa.

Eles sabiam que milhares de judeus estavam sendo pressos e enviados por ferrovia para deus sabe aonde. Nos últimos meses de 1943 estava claro que os aliados, que tinham invadido a Itália, iam chegar eventualmente a Roma. Logo os nazis começaram a invadir os bairros judeus.

Perto de um destes bairros estava localizado o hospital Fatebenefratelli. Os médicos em questão eram anti-fascistas e a maneira que acharam de resistir foi bastante inteligente. Para poder esconder judeus no hospital eles inventaram algo que deixasse os soldados nazistas com medo de revisar as salas. Uma doença extremamente contagiosa e mortal, o síndrome K.

salvaram judeus inventando uma doença

O nome da doença foi dado pelo medico Adriano Ossicini, que segundo ele, K è uma referencia a Alfred Kesselring, o comandante supremo das tropas alemãs na Itália. Nada mais adequado diria. Ossicni era um católico antifascista que conseguiu não ser preso varias vezes.

O plano desenhado pelos médicos Vittorio Sacerdoti e Giovanni Borromeo era simples, o síndrome K devia ser tao perigoso e contagioso que seria extremamente imprudente embarcar estas pessoas nos trens com risco de infectar tanto aos outros judeus quanto ao mesmos soldados.

salvaram judeus inventando uma doença

Giovanni Borromeo

Funcionou, o medo a ser contagiado e morto por uma doença que um judeu carregava fazia os nazistas se afastar rapidamente das salas do hospital sem sequer revistar. “Os nazistas pensaram que era câncer ou tuberculose, e fugiram como coelhos”, disse Sacerdoti à BBC em 2004.

O síndrome K também servia outro proposito. Quando o pessoal do hospital fazia seus atendimentos, toda vez que encontravam uma ficha marcada com o K já sabiam do que se tratava. Era uma medida administrativa.

Sem duvidas o plano deu certo e mesmo não podendo salvar grande numero de pessoas (ao redor de 30), quando a historia veio a tona 50 anos depois dos fatos os médicos foram reconhecidos. Assim como dona Aracy, Borromeo foi reconhecido pelo centro mundial para a recordação do holocausto com o titulo de “Justo entre as nações”.

Heroína brasileira salvou centenas de famílias judias dos nazistas

O hospital também foi reconhecido com o titulo de “Casa da vida” pela Fundação Internacional Raoul Wallenberg. Inclusive o medico Sacerdoti era na verdade um judeu, quem tinha sido mandado embora de vários empregos devido a sua origem. A administração do hospital permitiu que ele continuasse a trabalhar com documentos falsos.

Quando conheço este tipo de historias as vezes me pergunto, o que faria eu no lugar deles? È preciso muita coragem para realizar ações destas, que se descobertas, significariam a morte.

Esta foi a historia dos médicos italianos que salvaram judeus inventando uma doença falsa. Gostou? Deixa um comentário!

salvaram judeus inventando uma doença

Vi isto aqui.

A dica foi do amigo Renan.

stark

We have a Hulk ;-)

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