Trégua de natal, quando o espirito do natal parou uma guerra!

Um dia de 1914, em plena primeira guerra mundial acontece um evento que seria extraordinário dadas as circunstancias. Acontece o que seria chamado de trégua de natal. Aquele dia começa com um silencio nada comum da artilharia da Alemanha e logo pela manhã os soldados alemães começam a decorar as suas trincheiras com motivos de natal. Aquele era o primeiro natal da guerra. Pouco tempo depois os alemães começaram a cantar e entre as músicas estava o “Stille Nacht” (noite de paz) que mesmo cantada em alemão era bem conhecida por todos. Aos poucos os soldados britânicos começaram a cantar e logo se somariam os franceses. Houve intercambio de presentes no meio da chamada terra de ninguém (espaço entre duas trincheiras), e ambos exércitos enviaram suas mensagens. No meio daquela loucura de guerra, aquilo era um acontecimento e tanto. Dizem que isto se repetiu em vários locais do fronte chegando a durar a trégua em alguns lugares ate fevereiro. Cabe dizer que esta trégua foi contra a vontade do alto mando dos dois bandos. Esta historia aparece no filme francês“Joyeux Noël” que assisti e recomendo.

Em alguns lugares do fronte ate jogaram partidas de futebol! Na verdade a história das tréguas de natal é bem antiga, era uma espécie de acordo não escrito que havia nas guerras entre exércitos cristãos e que era praticado desde a idade média. Entre tantas coisas é por isso que o natal é visto como o dia da paz. Um verdadeiro pacto de cavalheiros que as vezes se estendia a outros dias ou situações como quando se elevava bandeira branca para recuperar os mortos e feridos que estavam na terra de ninguém. Este tipo de costume não era respeitado quando as guerras eram contra a Rússia por exemplo.

É claro que logo que isto aconteceu na véspera do natal do seguinte ano os generais mandaram atirar com artilharia antes para inibir qualquer tentativa de confraternização alem de rotar constantemente os soldados para diferentes partes do fronte a fim de evitar que soldados de ambos bandos chegassem a se conhecer.

O interessante não entanto, é ver o poder que a música tem quando se converte em símbolo universal, e neste caso, símbolo do maior evento do ano para o mundo ocidental, o nascimento de Cristo, veja como a partir de uma música o espirito do natal parou uma guerra!

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Fonte de um parceiro, aqui.

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